O estudo do Geac de Pedagogia ao Longo da História, fez-me reportar a fala do professor Luciano Bonfim, quando na abertura do Seminário do Ciclo Três em Salvador, dizia que “Educar não é subestimar, é incentivar o pensar” “pensar a didática, não basta conhecer teóricos, mas que saibamos sim, os conhecimentos” (Bonfim).
Constato que esse estudo proposto pela professora e doutora Roseli está sendo importante porque promoveu o pensar em relação ao educar, e que para isso estou tendo que debruçar sobre a História da Educação e obter um pouco de conhecimento sobre fatos históricos para adquirir saberes indispensáveis à compreensão de que, entender as origens dessa história, me possibilita a compreensão dos fatos ocorrentes no presente, e que os mesmos possuem uma relação condizente com o passado.E para que eu comece a entender as evoluções e transformações na área da pedagogia, estou tendo a oportunidade de ler e discutir os pensadores do Século das Luzes, e que ao fazer a leitura de mundo descobre a ignorância de um povo submisso ao poder da nobreza e clero na idade média.E que fez renascer a vontade de mudança naqueles que começavam a perceber que algo estava errado em relação ao pensamento cristão, que como sábios, detinham a cultura greco-romana e fez a ela suas próprias leis como ponto central o Deus absoluto.Com essa idéia fez valer as barbáries sobre um povo que vivia nas trevas da ignorância, ou seja, o único conhecimento era o voltado para os pilares religiosos moneteista, que, ou convertiam-se, ou perseguiam-se a todos os que não seguissem os ensinamentos.Chegou a ponto do padre Santo Tomás fazer a observação “Parece que só Deus ensina e deve ser chamado de mestre” Para ele já nessa época, era importante que o potencial da criança se deveria dá com auxílio de um mestre, o professor. E o que se ver nos tempos atuais, nas aberturas das aulas nos pátios das escolas, são religiosas agirem não tão diferente, invocando claramente o poder de Deus sobre as mentes humanas justificando e fortalecendo as razões e ações dos alunos que graças à “deus” não dão tanta prioridade.
No começo do século IX, o conteúdo de ensino era baseado nas sete artes liberais criadas pelos sofistas (485-
O despertar para o conhecimento do mundo em relação aos objetos que o cercava, teve seu inicio no renascimento onde o homem pensava em libertar do poder absoluto de Deus sobre todas as coisas e entender que ele próprio tem o poder de atuar e agir sobre a natureza e a razão de sua existência, embora sem conhecimento para a ação dessa mudança. Já tinha noções básicas de que o saber pode se dá também com o outro, no que diz respeito ao prazer e alegrias do mundo, no caso do sexo, da luxúria.E isso já significava que o homem se desligava do céu para a terra voltada para as questões sociais com vistas mais atentas aos fatos.
Essa idéia se acentua no Iluminismo com os pensadores da época no caso, Rousseau, Kant e Locke que teorizavam a idéia de que a humanidade possui o poder de interpretar e reorganizar o mundo, ou seja, são capazes de buscar outras fontes de conhecimentos, se não aqueles impostos pela igreja, principalmente as idéias liberais de Locke que influenciava na economia em que encorajavam os burgueses que antes já aspiravam o gerenciamento de seus próprios negócios sem intervenção do estado,ou melhor dizendo, a luta pelos seus ideais.Com as idéias de Locke as revoluções burguesas se espalhavam pelo mundo, mesmo com algumas sem sucesso, como a Conjuração Mineira e Baiana.A idéia liberal de Locke permanece até hoje, que mesmo não sofrendo as repreensões do século XVI com exceção das guerras, as mesmas acontecem um pouco amenas.Vemos com clareza quando nas greves de professores, os que se destacam no poder de articular, os chefes do poder público, ou subordinam com cargos elevados, ou a marcação é serrada.Não tiram a liberdade de Imediato, porém lentamente, quando desempregam, e às vezes recomendam outras empresas a fazerem o mesmo. Nesse período, alem do encorajamento à luta pela mudança na política-sócio-econômico, os filósofos D´Alembert,Voltaire, Rosseau e Hevetius vêem o ensino como meio de combate a fé impensada do povo e lutam pelos seus idéias perante aos aristocratas que temem que um povo sábio causem desordem contrapondo a ordem estabelecida nos impérios.Nos dias de hoje essa idéia aristocrata do século XVI permanece no Brasil, é só olhar ao nosso redor no âmbito educacional, principalmente no ensino público de “qualidade”, que na maioria das vezes não passa do papel constituinte. Embora esses aspectos vêm tendo melhorias a passo de tartaruga, temos que rever cuidadosamente o que diz a constituição brasileira relacionada à educação e principalmente aos cursos de formação de professores.O que tenho presenciado como professora da rede pública, isso é mais um discurso ilusório, porque pude comprovar quando na visita ao Tabuleiro Digital (TD) em que as crianças de sete anos de idade tiveram que caminhar no sol escaldante porque a elas foi dificultado o transporte, e que esse mesmo transporte quando em época de festas para divulgação pública é disponível ao público
O homem em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade: “O homem nasce livre e por toda parte encontram –se aferros, considera então importante o contrato social verdadeiro e legitimo. Que reúna o povo numa só vontade, resultante do conhecimento de todas as pessoas (Aranha, 1996)”.
Vi na prática, dois lados, o negativo e o positivo. Quando num ato de deslize do aluno, nós professores e direção prontamente agimos com atitudes corretivas, chamando os pais e na maioria das vezes não ouvindo em primeiro lugar a criança, cortando o recreio, e eu por um tempo defendi a idéia do contrato social, em querer resolver na base da conversa, do conversar em reunião entre eles mesmos na busca do entendimento e da resolução. Cheguei muitas vezes a passar por cima das regras da escola na defesa dessa idéia. Passei por momentos cruciais, quando nas questões mais ferrenhas entre eles, no caso as brigas violentas, em que teria de entrar com um sinal de paz e levar pontadas de lápis do sangue escorrer, fora os chutes (influencia social). O lado positivo foi quando comprovei as tomadas de decisões em comum acordo entre eles nos trabalhos de sala, principalmente nos trabalhos de grupo, em que muitas crianças já aconselhavam os demais.As produções eram mais ricas
As idéias desses pensadores, no meu entender, está mexendo com meus neurônios, embora lendo com outro olhar após o geac, ainda dificulta a minha compreensão. Mas estou tentando fazer um paralelo com a minha prática educativa. E por mais que quisesse linear o texto não foi possível.
A minha opinião é que um estudo como esse deveria ser para todos desde o inicio do curso.Acredito que não ficariam solta, tanta teoria e prática, tanto profissional, quanto pessoal.
Referências:
SÀ, Roseli - Intinerâncias Em Currículo: texto (incompleto) – tese de doutorado intitulada: Hermenêutica de um currículo: o Curso de Pedagogia da UFBA (2004).
SEVERINO, Joaquim Severino - Afinal, o que é Educação: Presente! : revista de educação-set/2005
http://www.aprendebrasil.com.br
ARANHA, Maria Lúcia Arruda – História da educação.Ed.2ª. Ed. Moderna. 1996



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