CICLO IV
ATIVIDADE – O RISO NA ESCOLA
PROFª DA ATIVIDADE – ANA RITA
CURSISTA – VERA LUCIA VASCONCELOS PEREIRA
O riso na escola
Ao me comparar como professora, a uma ilha cercada de água por todos os lados, e eu cercada de dependências e junto comigo os alunos, participando dessa oficina, quando esperava da risada, não sei mesmo ao certo de que, uma das ações da professora Ana Rita foi ir ao centro e permiti ser despida com os olhares de outrem. Eu como professora, questiono o seguinte: - será que sou capaz de ser ponto de referência e referenciar as críticas possivelmente ditas através de olhares e risos, a mim direcionada? O texto me faz refletir quando Ana cita Cortázar dizendo – “Vocês podem imaginar um livro de pedagogia em que o autor deixa por um momento de deitar moral, de argumento, de propor, de dogmatizar, de criticar, e se põe assobiar?”.
Na oficina quando relatei a comparação acima, a professora Ana me questionou onde eu via meu aluno e eu disse, que eles estavam comigo na roda viva. Entendo ao ler o destaque da citação, o porque da minha idéia. Seria sim, riso em relação a mim, como ilha. Essa ilha só irá deixar de ser ilha, quando tiver a possibilidade de junção de idéias opostas as seriedades pedagógicas. Como ri diante do medo, do acúmulo de cobranças em degraus escadatário nos pisoteando dentro dos saberes impostos desde o maior degrau até o penúltimo? Eu vejo o riso como contraditório ao ciclo vicioso da educação onde risos são tidos só como distrações para sair do stress. O que coloco agora com outro olhar, é de que se não formos capazes de derrubar os degraus das desigualdades, o que nos resta é conviver com eles e ri muito. Ri pra caramba! Só assim na seriedade dos risos, se não, no total risonho, acharei graça em algum momento de volta ao topo e dizer, sou professora e não concordo com a formação comprobatória da escadaria projetada da educação brasileira.
Um fato que me fez refletir sobre a escadaria do poder decadente educacional, foi quando sair do meu lugar de todos os dias vistos pelos alunos e alunas, e fiquei no centro aos olhos de todos.E naquele momento me despir como professora e pude sentir na pele os risos e comentários que foram a mim dirigidos, chegando a ponto de alunos correrem e queixarem a diretora que socorresse a professora que estava ficando louca como uma estátua. Foi necessário saber impor como tal, não ri aos risos irônicos dos alunos e alunas perguntando a eles e elas como me viram, e se realmente a minha postura fazia deixar de ser a professora de antes em desenvolver com eles boas aulas e planos de ações. As respostas foram várias e me fez ri sério dos risos irônicos deles. Eu nunca poderia imaginar, que a visão era do saber centralizado e que, percebo ainda está longe de ser visto como descentralizador desse saber, como acreditava estar fazendo. Até descentralizo o saber, o que não descentralizo é meu ponto de vista sério e sisudo de professora aos risos ridos daquelas crianças. Para tentar tirar a máscara sisuda tenho que por a cara de palhaço e pedir que me descrevam como professora. Resultado. Não sorrir, entenda o riso deles e riem juntos.
Referência
LARROSA, Jorge – Pedagogia Profana: danças, piruetas, e mascaradas; cap. 8 – estágio do riso: Trad. Alfredo Veiga Neto- Belo Horizonte:Autêntica


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