IDADE FEDERAL DA BAHIA
UFBA/IRECÊ
CICLO IV
ATIVIDADE-427 – RECEPÇÃO, INTERPRETAÇÃO E DRAMATIZAÇÃO.
PROFESSOR DA ATIVIDADE - CLAÚDIO CAJAÍBA SOARES
PROFª CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELLOS
O texto Hermenêutica, Estética e Recepção de Cláudio Cajaína fazem entender a hermenêutica como conhecimento da compreensão, da interpretação do eu como ser que ocupam um espaço e que ao mesmo tempo se preocupa em transmitir algo através de si a outrem adquiridos provenientes do meio histórico-passado/presente por meio da linguagem falada e escrita e posteriormente teatral e musical, ou seja, do teatro e da musicalidade literária tanto de uma hermenêutica sincrônica, quanto diacrônica a depender do tipo de leitura que pretendemos fazer de um texto.Aceitar ou não a idéia do autor, ou questionar algo, da voz que é aceitável ou inaceitável; acabada ou inacabada. Quando cita Gardene segundo Beutchot de sempre encontrar possibilidades de interpretações subjetivas do “tu”, se interpreto de acordo as minhas crenças e meus conhecimentos em relação a um tema teórico/prático reforça ao passo que cita Jean Grandi na fala de Rudell em que o próprio autor é vítima de certos esquecimentos que podem obter uma visão de que se pode compreender ou compreender erradamente o que o autor quis dizer. E nesse caso o discurso precisa ser interpretado a intenção do autor.
Vivenciamos na práxis as apresentações cênicas dos grupos de cursistas na atividade em que foi preposto pelo professor Cláudio a viver o outro no seu eu intérprete. Concluir na transmissão de cada grupo que a mensagem transmitida do outro através do “eu” e do “tu” houve um atenue de absorções ás observações. A teoria de Dilthay, segundo o texto sugere que o intérprete é quem deve ser convocado a devolver a vida a estes textos a parti da relação do eu com o mundo expressa em textos, expressões vivenciadas. Esse entendimento, das partes só pode se dar a parti do todo, tendo a compreensão que só pode se dar no movimento de repetições destes procedimentos de colocar a parte em relação ao todo e o todo explica as partes. Seguindo essa linha de raciocínio, como pode entender o psíquico se não entende sua formação e nisso De Nicoli está certo em não concordar com Dilthey. E eu de uma maneira particular entendi que interpretar o outro é necessário se posicionar no lugar deste como intérprete / leitor.
Reflexão
“A língua não é somente uma das faculdades de que está equipado o homem colocado no mundo, mais é sobre ela que repousa, é nela que se mostra o fato que os homens tem um mundo” (In. Rocha, 2000, 324).
Prática pedagógica
Desde o início do ano venho procurando encontrar meios para desenvolver o hábito de leitura tanto meu quanto das crianças. Voltei ao projeto permanente da escola intitulado “Viajando Na Leitura”. Para fazer jus ao projeto, as crianças, e a mim mesma, pus a mão na massa, ou seja, nos livros, seguindo várias sugestões que o curso vem proporcionando. Na minha teoria e posteriormente a minha prática, se só se gosta de ler lendo, iniciei organizando uma rotina diária de leitura – todos os dias leio algo na sala de aula para as crianças - fábulas contos, crônicas, poesias, notícias, panfletos, convites, causos, histórias capitulados, informativos e outros. Ao perceber o interesse delas por leitura incentivei a ler também - dois dias na semana eles lêem durante quarenta minutos, livros do Baú, a mini biblioteca da sala. Dois dias para levar livros para casa.Na produção de texto, leio para dá um final à história e comparar com o final do livro, para enriquecer o próprio texto, fazer síntese ou resumo do livro lido, dramatizar, questionar a idéia do texto, a parti de uma provocação.
Ao ler o texto “Performance Recepção e Leitura” (Paul Zumthar), surgiu a idéia da performance com os textos produzidos por eles. Percebo a busca da memória de fatos vivenciados no produzir os textos literários. Como diz Zamthar “Performance é o conhecimento daquilo que se transmite e está ligado naquilo que a natureza da performance afeta o que é conhecido” Em constatação a essa citação, na produção coletiva de um texto baseado em outros textos de criação dos alunos em que sugeri que escolhessem entre eles no grupo para socializar e posteriormente ouvir os demais para que no final da leitura socializada montasse o texto coletivo, ou seja, os “eu” e os “tu” com os parágrafos, frases, palavras que darão sentido ao outro texto “eu” + “tu” de cada texto ouvido. Pensando na performance pedir ao grupo que pensasse uma maneira de transmitir aos demais sua mensagem coletiva. Ao acompanhar o desenrolar da atividade, algo me chamou atenção-o titulo de um texto “O assalto da Bela Adormecida”.Vou de encontro com Paul Zamathar,quando cita Iser dizendo que “ a leitura se define como absorção e criação, processo de trocas dinâmicas que constituem a obra na consciência do leitor. Essa troca acredito eu se dá através da interação individuo +mundo X individuo.ou seja, no seu cotidiano absorve ações da sua própria realidade e imagina o mundo de outrem. Refletindo a seqüência do trabalho desse grupo de alunos quando me apresentaram o texto coletivo, a história da Bela Adormecida, além do “era uma vez....”Subsidiava por fatos reais, como o assalto no dia da festa de quinze anos da princesa, o casamento nos tempos atuais. Nessa pespectitiva de que as crianças foram capazes a parti de leituras se apropriarem desses saberes, concordo plenamente com a citação de Zamthor da idéia de Cartase por Aristóteles comunicar não consiste em fazer passar uma informação; é tentar mudar aquela a quem se dirige”
Fiz de tudo para entender, li o dicionário, quase tanto quanto os textos do professor. Estou pronta a refazer se não o compreendi.
Referência bibliográfica
CAJAÌNA, Luiz Cláudio Soares –Hermenêutica, Estética e Recepção-Capítulo I - Tese de doutorado- Universidade Federal da Bahia – “A encenação do drama de língua alemã na Bahia, 2005, Salvador.
ZUMTHOR,Paul – Performance Recepção Leitura - Ed. EDUE


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