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UFBA/IRECÊ CICLO- IV ATIVIDADE- RIO SÃO FRANCISCO- DESINTEGRAÇÃO E CONTROVÉRSIAS PROFESSOR DA ATIVIDADE-MARCOS ANTÕNIO TOMAZONI

RELATO DA PALESTRA


A palestra bem como o filme “Vale” nos despertou para a necessidade de buscarmos mais informações em ralação ao tema que até então éramos alheios às controvérsias do ponto de vista positivos e negativos. Como nordestinos dependentes da fluência do Rio São Francisco em nossas vidas, estávamos, se não completamente desapercebidos,mas ignorantes as verdadeiras causas da transposição. Através da palestra, o professor Tomazoni esclareceu dados e fatos significativos dentro de um contexto real a cerca do assunto que antes chegava até nós de forma superficial e muitas vezes com colocações abusivas e incompreensíveis. Com a palestra e os recursos usados pelo professor, enriqueceu e ampliou nossos horizontes para que mediante curiosidades possamos a passar sermos pesquisadores com consciência do nosso papel de cidadão críticos- cientes- ativos na defensiva de projetos intitulados e divulgados ao bem comum, mas que na veracidade dos fatos, não passam de políticas ideológicas de interesse de uns para alguns. Já o vídeo nos alertou para visão da ação desequilibrada do homem relacionada ao ambiente natural e principalmente as grandes conseqüências nos setores sócios – econômico do país , estado e município. Começamos a ter um outro olhar evidenciando fatos que ocorrem as nossas vistas, como por exemplo a pobreza que assola ás margens do Velho Chico na cidade de Xique- Xique que freqüentemente presenciamos ali o descaso com nossa gente que sem subsídio algum, são sujeitos a precariedade diante da riqueza natural que os cercam, embora sem apoio nenhum dos que falam tanto em transposição para melhoria desse povo.

Valeu professor Tomazoni!
Se não for abusar, nos mande algumas referências para aprofundarmos nosso conhecimento.

Professoras:

Zilmária Rocha Gomes
Célia Rodrigues da Silva
Agnes Gomes Machado Lopes
Vera Lúcia Vasconcelos Pereira


Comunidades Virtuais

Para compreender melhor a fala de Castelis(2003) sobre comunidades virtuais quando diz”A forma de comunicação mais usada na Internet é sem dúvida o correio eletrônico, que ocupa 85% das atividades desenvolvidas na rede. Porém outras formas de comunicação também podem ser utilizadas, pois, a cada dia, novos ambientes virtuais são criados. A cibercultura potencializou o desenvolvimento de novos grupos de pessoas que se comunicam por afinidades e com objetivos comuns. Esses grupos passaram a ser conhecidos como comunidades virtuais” comecei um passeio pelas salas de bate-papo e Chat na Internet em vários sites e realmente constatei que as comunidades são formadas por interesses comuns entre os cibernéticos, seja de encontros, namoro, aprendizagem, amizade, etc. O que me espantou foi o tipo de linguagem usadas nas salas de bate – papo. Se a moda pega, a nossa língua vai haver uma revolução e os gramáticos vão ter um trabalhão danado para refazerem o estudo dessa nova linguagem que vem tomando conta do mundo virtual.Confesso que espantei com a comunicação escrita. E fiquei preocupada. Já pensou se daqui alguns anos as pessoas passem a se comunicarem por siglas, como vc, tc, bjs? A língua pátria irá morrer. Mas tem suas vantagens nas comunidades virtuais. Através dela podemos reunir grupos de pessoas interessadas no mesmo assunto seja para correspondência em busca de companhias, troca de saberes como até mesmo criar laços afetivos, por incrível que pareça! Só nos restas sabermos peneirar essas informações, que ao meu ver não é tão simples como parece. Acredito que precisamos estar sempre informados em tempo real para que possamos confrontar idéias e conhecimentos adquiridos através da máquina X humanos. Concordam comigo?

Referência



FERREIRA, Simone de Lucena. Um estudo sobre a interatividade nos ambientes virtuais da Internet e sua relação com a educação: o caso da ALltv. 2004. 165p. Dissertação - Centro de Ciências da Educação. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Cap. IV

Relato – GEAC – Tecnologia-0310/05


Após combinarmos a divisão dos grupos por necessidades específicas dos componentes, ficou combinado monitorar em dois horários. Das 14h. e 16h. O /grupo monitorado por mim, ficou acertado navegar na Internet, abrir e arquivar pastas. Mais o percurso foi mudado devido à demanda do momento, que seria criar o blog e publicar.No dia 08/09/05 às 14h, das pessoas que ficaram comigo, só Doralice conseguiu, pois o sistema acusou erro interno. O grupo presente depois de tanta tentativa sem sucesso, atualizaram seus e-mail, pois havia deles até 1.2000 mensagens, como também manusear o teclado para dar enter, trocar letras da maiúscula para minúscula, ler outros blogs. Nesse mesmo dia combinamos ler em casa o texto “Comunidades Virtuais - Os Alltiviciados” (Simone Ferreira de Lucena) para que no próximo encontro fosse publicado no blog o resumo, ou seja, o entendimento e posteriormente comentados pelos colegas. Não foi cumprido o combinado. Resolvemos fazer a leitura antes de irmos para o laboratório. Samai interviu, sugerindo que seria bom todos irem navegar, aproveitar o horário reservado a nós.Acompanhei as necessidades específicas dentro do meu domínio e sempre solicitando a ajuda de quem pudesse nos ajudar. As colegas Ilenildes, Luciene estavam em atividades.Orientei atendendo as especificidades solicitadas,como manusear o teclado, abrir e apagar e-mail, como também abrir o blog e publicar, dessa vez, ainda não foi possível o entendimento do texto. Combinei com Paulinho a nos ajudar no próximo encontro para ajudar com os blogs que não foram criados. Nesse encontro, somente Ilenildes não foi possível. Dia 23 de setembro foi criado o blog de Ilenildes, a mesma ficou muito contente e já está com os textos prontos para publicar. Os demais vão publicar nos encontros seguintes. Infelizmente não deu para continuar, vou aproveitar para fazer o curso de espanhol que ganhei. Justifiquei com Bonilla via e - mil e com o grupo pessoalmente. Isso não significa que não vou continuar dando a minha parcela de contribuição. Estou sanando dúvidas com Samai. Senti nesses poucos e grandiosos encontros que nós temos que ir a buscar em relação às comunidades virtuais, já que sabemos que através dessa comunidade, possamos interagir conhecimentos.Espero que solicitem minha ajuda, no que eu puder, estarei colaborando. As nossas dificuldades de interagir com a máquina ainda são muito grandes.

Vera Lúcia Vasconcelos

Componentes
Vera
Célia
Luciene (Ci)
Doralice
Ilenildes
Zilmária


ATIVIDADE-427 – RECEPÇÃO, INTERPRETAÇÃO E DRAMATIZAÇÃO. PROFESSOR DA ATIVIDADE - CLAÚDIO CAJAÍBA SOARES PROFª CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELLOS

IDADE FEDERAL DA BAHIA

UFBA/IRECÊ

CICLO IV

ATIVIDADE-427 – RECEPÇÃO, INTERPRETAÇÃO E DRAMATIZAÇÃO.

PROFESSOR DA ATIVIDADE - CLAÚDIO CAJAÍBA SOARES

PROFª CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELLOS

O texto Hermenêutica, Estética e Recepção de Cláudio Cajaína fazem entender a hermenêutica como conhecimento da compreensão, da interpretação do eu como ser que ocupam um espaço e que ao mesmo tempo se preocupa em transmitir algo através de si a outrem adquiridos provenientes do meio histórico-passado/presente por meio da linguagem falada e escrita e posteriormente teatral e musical, ou seja, do teatro e da musicalidade literária tanto de uma hermenêutica sincrônica, quanto diacrônica a depender do tipo de leitura que pretendemos fazer de um texto.Aceitar ou não a idéia do autor, ou questionar algo, da voz que é aceitável ou inaceitável; acabada ou inacabada. Quando cita Gardene segundo Beutchot de sempre encontrar possibilidades de interpretações subjetivas do “tu”, se interpreto de acordo as minhas crenças e meus conhecimentos em relação a um tema teórico/prático reforça ao passo que cita Jean Grandi na fala de Rudell em que o próprio autor é vítima de certos esquecimentos que podem obter uma visão de que se pode compreender ou compreender erradamente o que o autor quis dizer. E nesse caso o discurso precisa ser interpretado a intenção do autor.

Vivenciamos na práxis as apresentações cênicas dos grupos de cursistas na atividade em que foi preposto pelo professor Cláudio a viver o outro no seu eu intérprete. Concluir na transmissão de cada grupo que a mensagem transmitida do outro através do “eu” e do “tu” houve um atenue de absorções ás observações. A teoria de Dilthay, segundo o texto sugere que o intérprete é quem deve ser convocado a devolver a vida a estes textos a parti da relação do eu com o mundo expressa em textos, expressões vivenciadas. Esse entendimento, das partes só pode se dar a parti do todo, tendo a compreensão que só pode se dar no movimento de repetições destes procedimentos de colocar a parte em relação ao todo e o todo explica as partes. Seguindo essa linha de raciocínio, como pode entender o psíquico se não entende sua formação e nisso De Nicoli está certo em não concordar com Dilthey. E eu de uma maneira particular entendi que interpretar o outro é necessário se posicionar no lugar deste como intérprete / leitor.

Reflexão

“A língua não é somente uma das faculdades de que está equipado o homem colocado no mundo, mais é sobre ela que repousa, é nela que se mostra o fato que os homens tem um mundo” (In. Rocha, 2000, 324).

Prática pedagógica

Desde o início do ano venho procurando encontrar meios para desenvolver o hábito de leitura tanto meu quanto das crianças. Voltei ao projeto permanente da escola intitulado “Viajando Na Leitura”. Para fazer jus ao projeto, as crianças, e a mim mesma, pus a mão na massa, ou seja, nos livros, seguindo várias sugestões que o curso vem proporcionando. Na minha teoria e posteriormente a minha prática, se só se gosta de ler lendo, iniciei organizando uma rotina diária de leitura – todos os dias leio algo na sala de aula para as crianças - fábulas contos, crônicas, poesias, notícias, panfletos, convites, causos, histórias capitulados, informativos e outros. Ao perceber o interesse delas por leitura incentivei a ler também - dois dias na semana eles lêem durante quarenta minutos, livros do Baú, a mini biblioteca da sala. Dois dias para levar livros para casa.Na produção de texto, leio para dá um final à história e comparar com o final do livro, para enriquecer o próprio texto, fazer síntese ou resumo do livro lido, dramatizar, questionar a idéia do texto, a parti de uma provocação.

Ao ler o texto “Performance Recepção e Leitura” (Paul Zumthar), surgiu a idéia da performance com os textos produzidos por eles. Percebo a busca da memória de fatos vivenciados no produzir os textos literários. Como diz Zamthar “Performance é o conhecimento daquilo que se transmite e está ligado naquilo que a natureza da performance afeta o que é conhecido” Em constatação a essa citação, na produção coletiva de um texto baseado em outros textos de criação dos alunos em que sugeri que escolhessem entre eles no grupo para socializar e posteriormente ouvir os demais para que no final da leitura socializada montasse o texto coletivo, ou seja, os “eu” e os “tu” com os parágrafos, frases, palavras que darão sentido ao outro texto “eu” + “tu” de cada texto ouvido. Pensando na performance pedir ao grupo que pensasse uma maneira de transmitir aos demais sua mensagem coletiva. Ao acompanhar o desenrolar da atividade, algo me chamou atenção-o titulo de um texto “O assalto da Bela Adormecida”.Vou de encontro com Paul Zamathar,quando cita Iser dizendo que “ a leitura se define como absorção e criação, processo de trocas dinâmicas que constituem a obra na consciência do leitor. Essa troca acredito eu se dá através da interação individuo +mundo X individuo.ou seja, no seu cotidiano absorve ações da sua própria realidade e imagina o mundo de outrem. Refletindo a seqüência do trabalho desse grupo de alunos quando me apresentaram o texto coletivo, a história da Bela Adormecida, além do “era uma vez....”Subsidiava por fatos reais, como o assalto no dia da festa de quinze anos da princesa, o casamento nos tempos atuais. Nessa pespectitiva de que as crianças foram capazes a parti de leituras se apropriarem desses saberes, concordo plenamente com a citação de Zamthor da idéia de Cartase por Aristóteles comunicar não consiste em fazer passar uma informação; é tentar mudar aquela a quem se dirige”

Fiz de tudo para entender, li o dicionário, quase tanto quanto os textos do professor. Estou pronta a refazer se não o compreendi.

Referência bibliográfica

CAJAÌNA, Luiz Cláudio Soares –Hermenêutica, Estética e Recepção-Capítulo I - Tese de doutorado- Universidade Federal da Bahia – “A encenação do drama de língua alemã na Bahia, 2005, Salvador.

ZUMTHOR,Paul – Performance Recepção Leitura - Ed. EDUE

ATIVIDADE – 420 – A PESQUISA UM ATO FORMATIVO Profª DA ATIDADE – LUIZA SEIXAS PROFESSORA CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS PEREIRA ORIENTADORA – SORYA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
CICLO-IV
IRECÊ /UFBA
ATIVIDADE – 420 – A PESQUISA UM ATO FORMATIVO
Profª DA ATIDADE – LUIZA SEIXAS
PROFESSORA CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS PEREIRA
ORIENTADORA – SORYA PINTO



Pesquisa – o que e?Justificar

Partindo do pressuposto de que a pesquisa vem se limitando num campo tão somente para acadêmicos, segundo Demo no intuito tão somente de descobertas e constatação dos fatos e que rios de dinheiro são gastos com recursos técnicos que ao meu ver fechado à sociedade em geral e principalmente escolar, eu questiono o seguinte – “não seria mais enriquecedor tais descoberta através da pesquisa, percorrer caminhos em que os atuantes na educação fossem os co -partícipes? Com essa colocação concordo com Demo quando diz” é preciso reconhecer que a formação sofisticada do pesquisador não é mal em si, ao contrário, faz parte da cena sempre.”(Demo) Entende – se que a apropriação de certas linhas para o conhecimento sem horizontes linqueados prende-se no que algum dito sábio de uma determinada teoria escreve para alguns ditos intelectuais, a exemplo do empirismo e positivismo que não conseguem adentrar além do ponto de vista ao qual lhes convém. Não contextualiza de forma abrangente aos olhos de quem vai a busca do saber para compartilhar, mudar, ou seja, permanece aos olhos do ignorante a não desmistificação dos saberes. É fácil fazer um paralelo aqui com o professor atual quando na busca de conhecimentos para mudar o contexto escolar tão decadente nos dias atuais. Se eu busco e não comparo adapto, crio, recrio nada está adiantando meu saber. Acredito que Demo nos faz entender o porque e para que dos saberes. Baseado nessa colocação vê - se dois caminhos a seguir, segundo o autor...” contradição flagrante entre discurso crítico, por vezes radical, e o disvinculamento da prática, replicando conservadorismo gritante...”... apropriação do saber, que passa, sobretudo a manobra de acesso ao poder, afastando–se da função de transmissão socializada”.(Pedro Demo). Chamou ou-me atento para o fato da pesquisa alienante quando compara aos canais televisivos em que usa técnicas de comunicação para tão somente cultivar a ignorância, e para cultivar o analfabetismo político enquanto fato da pesquisa alienante acumula o saber para cultivar a ignorância, nunca se sabe a origem, o como, o porque e o porque e para que da pesquisa. E como a pesquisa está no meio dos privilegiados, os desmandos sócio-políticos continuam. A exemplo cito a merenda escolar de qualidade e que nós educadores nunca preocupamos de saber a origem de tanto desrespeito para com as crianças com o cardápio “nutritivo” elaborado pela nutricionista que o dinheiro gasto com a mesma, talvez desse para melhorar em parte a qualidade da merenda. E quando questionamos, a resposta é curta e grossa – melhor do que isso é impossível sabendo que o município só dispõe de 0,18 (dezoito centavos) para cada criança. E o que fazemos? Calamos e engolimos no seco sem reverter o quadro gritante e abusivo porque nos falta a curiosidade de descoberta nos porquês das causas. O curso nos faz perceber que aqueles que de fato se preocupam com a pesquisa em favor das causa sociais correlacionando com o individuo transformador que observa e analisa e através de seus escritos propõe mudanças no futuro e assegura seu saber de agora. O ato de ler não é tão somente para apropriar de saberes para se esnobar em mesas redondas, palestras e sim, saber se tem significado no sentido de criar, discordar, mudar par depois socializar.Dito isso cabe ao pesquisador explicitar o seu posicionamento que compreende da pesquisa não só, como busca de conhecimentos, mas igualmente como atitude política Se empirismo desvirtua o conceito pesquisa por não apropriar de outros horizontes, segundo Demo, ative-me para o conhecer da realidade do aluno na escola. A escola onde trabalho fica num dos bairros desprovido de bem estar social e sua própria história é um fato discriminado socialmente. As pessoas que deram origem a essa história foram deportadas de uma vizinhança de classe média alta que pressionaram o prefeito da época, que por sinal, é o atual, com a justificativa de que estavam tornando feia a paisagem artificial e que estavam envergonhando a cidade.Nunca para o fato de estarem em condições sub-humana e que precisavam de socorro. Pouca gente sabe da verdade porque as falas ouvidas em discurso são outras bem diferentes. E nesse caso a tendência quando omitido, é compreensível o empirismo de si e pelo fato de interesse dominante não é importante se saber a causa, como outros campos de pesquisa dessa realidade para que de fato as mudanças educacionais e conseqüentemente a atuação para a mudança do social no geral aconteça. E isso só ocorre se houver espírito curioso dos porquês, ou seja, da hermenêutica do conhecimento e, por conseguinte interpretar as teorias e os métodos. É fundamental a parti do ponto de vista da pesquisa imposta é de estarmos sempre nos policiando em relação às teorias e práticas, visto que uma não desvincula da outra. É preciso saber segundo Pedro Demo, que em metodologia científica tem duas vertentes –descobrir e criar -, sendo relevante ao meu ver estabelecer relações entre as duas com um olhar crítico e disposto para o entender do positivismo e estruturalismo. No diálogo como pesquisa faz entender o que marca e demarca esse diálogo na ou para pesquisa nas falas no que diz respeito as colocações contraditórias sobre a questão .O professor para ser crítico e partícipe não basta ouvir e seguir o uso do conhecimento, mesmo sendo criativo, também é necessário o uso do conhecimento no diálogo para posteriormente certificar – se para questioná-los. Um exemplo real e próximo da verdadeira pesquisa está sendo a realização do curso de Licenciatura em Pedagogia pela Ufba em Irecê. Uma pesquisa levantada, observada, estudada e questionada para por em prática. E o resultado vem sendo significativo, embora de maneira graduada.Mas com o olhar no diferencial.


Referência Bibliográfica

DEMO; Pedro – Pesquisar – O que é? In: Pesquisa: princípio científico e educativo. 0ª ed.: São Paulo:Cortez, 2002. Biblioteca da educação: Série 1: Escola: v: 14




ATIVIDADE –GEAC – TECNOLOGIA PROFª - BONILLA MARIA HELENA

3/11/05

UNIVERDIDADE FEDERAL DA BAHIA

UFBA / IRECE

CICLO IV

ATIVIDADE –GEAC – TECNOLOGIA

PROFª - BONILLA MARIA HELENA

MUNITORIA – SAMAI AZEVEDO

CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS

Interatividade / Interação

O texto abrange as duas linhas de interação e interatividade tanto nas relações homem X homem quanto homem X máquina. Segundo Bonilla citando Primo e Cassol, ambos tiveram uma interpretação social além da verdadeira objetividade do que seja interação nos conceitos sócios - políticos - educacionais porque tem maior preponderância, visto que o indivíduo é a todo o momento sujeito à recepção e apropriação do conhecimento. É preciso saber se esse individuo nessa interação saiba de fato discernir a integração aos fatos sem mudar a mensagem no ato do fato ocorrido. Cabe ao destinatário, segundo Lévy citado por Bonilla a interpretação e participação de forma que as reações são diferenciadas de pessoa para pessoa, a exemplo cita a sala de aula em que só o professor fala e o aluno interage ao estímulo resposta, seja dormindo, bagunçando; ouvindo atentamente, como também as interações ao um texto escrito, como é meu caso nesse exato momento em que estou lendo e fazendo do meu jeito, a minha interpretação, isto é, aprendendo e ao mesmo tempo interagindo através e/ ou formando minha opinião. Ao interagir com o texto, não concordo em parte,quando diz que o discurso mediante a um grupo grande de pessoas em que todos querem falar em tempo real, que não haja uma regra estabelecida, não diria de ordem , mas de combinados. Não pretendo com essa colocação, dizer que o próprio texto coloca dessa maneira. Já o mesmo não acontece nas redes de tecnologias essas interações, de regras predefinidas, e a interação acontecem em tempo real e ao seu querer, facilitando a hipertextualidade. E nesse ponto constato por experiência própria, quando já aproprio dos meios tecnológicos e uso no meu dia-a-dia. Estabeleço regras. Digito, leio mensagens, navego. Entendo que a interatividade vai além no processo interativo. Certifico que se dá de maneira mútua e simultânea, diferenciando de relações interativas lineares, ou seja, ambos produzem conhecimento ao mesmo tempo.Ressalta no texto para atermos ás possibilidades da Internet, porque nem tudo apresenta marcas de interatividade. Ao meu ver no ver de Bonilla, não é apenas uma ação, e sim, um processo incluso nos caminhos comunicacionais. Reestruturando o entendimento, a interatividade só tende para que as interações tenham linhas horizontais no campo das aprendizagens, permitindo o enriquecimento de conceitos do ir e vir dos dados. Atentando para o que é de fato interação e interatividade ficam viável o experimento em sala de aula quebrando as regras de interrupção das idéias e conhecimento no que se refere ao falar e escutar e agir entre professores e alunos. Nesse conceito, os dois são ao mesmo tempo emissores e receptores em tempo real. E dificulta a aceitação quando Bonilla pontua que o professor facilitador faz uso e constantes nos planejamentos contemporâneos.A parti dessa pontuação acredito ser outra barreira a ser quebrada na dilogicidade em sala de aula.

Referências

BONILLA,Maria Helena s. Escola aprendente : desafios e possibilidades postos no contexto da sociedade do conhecimento, 2002. Tese, Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador – Bahia. (p.188- -193)l

Relato-Busca dos porquês – 04/11/2005 O homem que Calculava

A primeira leitura que vinha fazendo por mais que a profª Solange Marciel fizesse entender que não era necessário se prender a cálculos, não estou conseguindo seguir essa linha de leitura. Estou com essa visão linear, deixando de ir de encontro a história de uma maneira horizontal. Outra pontuação necessária a fazer é que ao invés de viver a verdadeira história imaginária e ao mesmo tempo com enriquecimento conhecimento, tenho angustiado-me em entender estratégias de resolução e buscar conhecer a cada desconhecido do mundo árabe as quais o autor se baseia na história contada - a descobertas dos “onde” e “porquês”. Por outro lado, sinto que não é tão negativo, acreditando que para quebrar a barreira da matemática como ensino do fácil o e fundamental nos dias atuais,.o livro causou – m e desequilíbrio do aprender, do querer buscar, visto que matemática não é copia e somente dever, é acima de tudo , entrar em conflito com desequilibrações de idéias e posteriormente o equilíbrio para o aprender reflexivo. Muitas curiosidades e reflexões o livro traz em relação ao raciocínio lógico, a exemplo de como o autor coloca a contrariedade das regras estabelecidas por matemáticos e que nós, muitas vezes resolvemos, sem elaborar estratégias, ou seja, o caminho para as possibilidades que nos são imposta. Alguns fatos por mim pontuados no livro foram quando o autor através da personagem Bereniz no mundo rigoroso de conceitos sociais antiquados à realidade dos árabes consegue sabiamente convencê -los através de sua vivência com a matemática real e sábia. Cito a amizade quadrática em que de uma maneira quase brincalhona faz entender o número ao quadrado e suas relações com a realidade – os quatro quartos e as várias possibilidades de interpretação de outros números no quatro – a importância geométrica que nos faz refletir na magmática não feita, acabada. Cabe aos nossos olhos sabedoria para não prender às regras impostas, mas sim, o viável, o óbvio. Ressalto que não me preocupei em entregar um rascunho obrigatório à uma observação. O que está contando nessa leitura é situar-me nela, entendê-la. Para isso solicito a minha orientadora uma releitura dos capítulos sugeridos. Com esse tempo certifico-me da minha leitura e resumo significativos.De primeiro momento não vinha identificando –me com o autor. Como o método não era tão somente de prestar contas, tomei a iniciativa de conversar com amigos meu da Internet que leram o livro. Alguns falaram com entusiasmo. Chegamos até trocar mensagens de capítulos e desafios.Retomei a leitura agora com os outros olhos. Só falta um pouquinho mais de tempo para o resumo.Com esse intercâmbio de idéias, dois fatores foram pontuados – a procura da busca do porque da falta de identificação com o livro e o desabrochar do meu interesse na nova releitura. Nos dias anteriores, li outros livros, menos “O Homem que Calculava” –(Mallba Tahan)

AVALIAÇÃO _GEAC- TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DA BAHIA CICLO- IV ATIVIDADE - TECNOLOGIA PROFª - MARIA BONILLA CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS PEREIRA

Avaliação do Geac

A comunidade de aprendizagem constitui-se com um sistema colaborativo e distribuído que se forma pela interação e que efetua através da comunicação orientada por objetivos de aprendizagem partilhada entre os seus membros.

(Paulo Dias)

Levando em consideração que a aprendizagem na área de educação através das tecnologias proporciona mais visão e mais informação de mundo globalizado, eu apesar dos meus quarenta e seis anos, diferente do registro de nascimento (errado), tive que me permitir o direito a essa aprendizagem, visto que antes o computador causava-me angústias. Eu via na tela um emaranhado de dizeres sem significação e no mouse uma alavanca sem domínio. Aos poucos fui adaptando a essa nova realidade. Resolvi querer pra valer. Não poderia ficar exclusa, sendo que o curso vem me propondo a inclusão digital. Comecei a ter uma visão contrária a de antes. Estou como num processo de descoberta da leitura na alfabetização. Descobrindo o mundo letrado da máquina. Sei que falta muito para que descubra os seus segredos, ou seja, os caminhos ou links e janelas a seguir. Já domino alguns métodos e técnicas. O Geac de Tecnologia fez –me entender que de fato há um ambiente colaborativo de trocas de experiências tanto teórica, quanto prática, sendo a prática de maior predominância, devido seu uso no dia-a-dia. As comunidades virtuais compreendem a interação entre os membros e promove ao estudante a aquisição do seu próprio conhecimento. Segundo Paulo Dias (...) os processos de comunicação e interação ento. Segundo Paulo Dias (...) os processos de comunicação e interação que ocorre dentro da comunidade (...) o aluno constrói o co-conhecimento no quadro de um processo social que se desenvolve na comunicação com os outros (...) (Paulo Dias). A professora Bonlla como mediadora, constantemente nos faz crer que temos que sermos inclusos, se não as portas se fecham e a meta do curso é inclusão digital a todos estudantes Nesse Ciclo o trabalho o trabalho voluntário dos monitores, só veio a somar e ajudar no processo de aprendizagem homem x máquina. As dúvidas foram atendidas individualmente porque a maioria, assim com eu, se assustam com o processo prático, ou seja, aprender a fazer fazendo.

Para quebrar essa barreira, comprei um micro computador a troco de sacrifícios, mais valeu. Acredito que o primeiro passo a ser dado é perder o medo e a insegurança. Mesmo com o micro em casa, a ajuda dos monitores, e a troca de experiência entre o grupo dessa comunidade, são essenciais à apropriação de saberes. Antecedente ao Geac, (Grupo de Estudos Acadêmicos) lia sem preocupação de análise, e sim para refazê-lo sem nenhuma relação com minha prática de estudante. Essa concepção mudou. Quando passei a dialogar com o texto sinto necessidade de intervir em algumas colocações. A exemplo, no texto de Bonilla – Interação e Interatividade quando ela diz (...) ocorre interação, ainda, numa situação em que o aluno tem liberdade para se expressar, mas é-lhe cobrada uma ordem, uma organização (...) (...) não pode interromper aquele que está falando (...) (Bonilla). Partindo do pressuposto que não estabeleça como ordem, mas sim, como combinados, poderá haver uma interatividade. Veja bem, se um determinado grupo em que a fala é numa seqüência de ordem, que haja combinação entre os pares a fala momentânea pode ser atendida e ouvida. Sinto que em relação à interação e interatividade, preciso rever algumas falhas. Não tenho visitado blogs e nem o hábito de freqüentemente ler os comentários. Sabendo da importância dessa interação vou rever esse ponto. Acredito que sejamos maduros para críticas, se não ficarmos atentos para isso vamos continuar poldados de falar não só o bom, mais também o que precisa melhorar. É essa visão que atrapalha a minha participação nos comentários. Bonilla vem alertando para a quebra de paradigmas entre a teoria e prática, e a inclusão digital nos tempos contemporâneos. Até de Salvador ela vem preocupando com a nossa participação ativa. E os seus comentários e dos colegas só vai me fazer crescer. Estou sem participar do twiki para enriquecimento dos textos coletivos.Depois da demora de autorização, esqueci a senha. Tenho que rever essa questão o mais breve possível com os monitores ou Bonilla. No próximo Ciclo, uma das inscrições já pensada é “operando com twiki” se puder, e obvio.Entendo que o Geac de Tecnologia só trouxe contribuições para meu desenvolvimento pessoal e profissional. No meu caso ficou a desejar no sentido de participação presencial nos quatro Geacs, por causa do acarretamento de atividades inscritas, já que estou com déficit na pontuação. Esqueci que fazia parte do quadro da Ufba. Pensei que ia ser mais tranqüilo, qual nada! Os textos têm que se fazer três leituras seguidas – a “dicionarista”, a “encaixista” e por fim a verdadeira leitura e ainda correndo o risco de assassinar o texto. Mais vou chegar lá! Ainda me falta um ano!

Obrigada Bonilla!

Obrigado monitores!

Referências

BONILLA, Maria Helena – Interatividade – Tese, Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador – BA.

O RISO NA ESCOLA PROFª DA ATIVIDADE – ANA RITA CURSISTA – VERA LUCIA VASCONCELOS PEREIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA UFBA/IRECÊ
CICLO IV
ATIVIDADE – O RISO NA ESCOLA
PROFª DA ATIVIDADE – ANA RITA
CURSISTA – VERA LUCIA VASCONCELOS PEREIRA





O riso na escola

Ao me comparar como professora, a uma ilha cercada de água por todos os lados, e eu cercada de dependências e junto comigo os alunos, participando dessa oficina, quando esperava da risada, não sei mesmo ao certo de que, uma das ações da professora Ana Rita foi ir ao centro e permiti ser despida com os olhares de outrem. Eu como professora, questiono o seguinte: - será que sou capaz de ser ponto de referência e referenciar as críticas possivelmente ditas através de olhares e risos, a mim direcionada? O texto me faz refletir quando Ana cita Cortázar dizendo – “Vocês podem imaginar um livro de pedagogia em que o autor deixa por um momento de deitar moral, de argumento, de propor, de dogmatizar, de criticar, e se põe assobiar?”.

Na oficina quando relatei a comparação acima, a professora Ana me questionou onde eu via meu aluno e eu disse, que eles estavam comigo na roda viva. Entendo ao ler o destaque da citação, o porque da minha idéia. Seria sim, riso em relação a mim, como ilha. Essa ilha só irá deixar de ser ilha, quando tiver a possibilidade de junção de idéias opostas as seriedades pedagógicas. Como ri diante do medo, do acúmulo de cobranças em degraus escadatário nos pisoteando dentro dos saberes impostos desde o maior degrau até o penúltimo? Eu vejo o riso como contraditório ao ciclo vicioso da educação onde risos são tidos só como distrações para sair do stress. O que coloco agora com outro olhar, é de que se não formos capazes de derrubar os degraus das desigualdades, o que nos resta é conviver com eles e ri muito. Ri pra caramba! Só assim na seriedade dos risos, se não, no total risonho, acharei graça em algum momento de volta ao topo e dizer, sou professora e não concordo com a formação comprobatória da escadaria projetada da educação brasileira.

Um fato que me fez refletir sobre a escadaria do poder decadente educacional, foi quando sair do meu lugar de todos os dias vistos pelos alunos e alunas, e fiquei no centro aos olhos de todos.E naquele momento me despir como professora e pude sentir na pele os risos e comentários que foram a mim dirigidos, chegando a ponto de alunos correrem e queixarem a diretora que socorresse a professora que estava ficando louca como uma estátua. Foi necessário saber impor como tal, não ri aos risos irônicos dos alunos e alunas perguntando a eles e elas como me viram, e se realmente a minha postura fazia deixar de ser a professora de antes em desenvolver com eles boas aulas e planos de ações. As respostas foram várias e me fez ri sério dos risos irônicos deles. Eu nunca poderia imaginar, que a visão era do saber centralizado e que, percebo ainda está longe de ser visto como descentralizador desse saber, como acreditava estar fazendo. Até descentralizo o saber, o que não descentralizo é meu ponto de vista sério e sisudo de professora aos risos ridos daquelas crianças. Para tentar tirar a máscara sisuda tenho que por a cara de palhaço e pedir que me descrevam como professora. Resultado. Não sorrir, entenda o riso deles e riem juntos.

Referência

LARROSA, Jorge – Pedagogia Profana: danças, piruetas, e mascaradas; cap. 8 – estágio do riso: Trad. Alfredo Veiga Neto- Belo Horizonte:Autêntica

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA UFBA/IRECÊ ATIVIDADE: PEDAGOGIA AO LONGO DA HISTÓRIA PROFª: ROSELI DE SÁ CURSISTA: VERA LUCIA VASCONCELOS

Pedagogia hoje: perspectivas teóricas e profissionais

Como me vejo dentro do curso de Pedagogia

Partindo do pressuposto que a Pedagogia é uma ciência ou disciplina que estuda a educação, cabe a mim como cursista refletir a parti de teorias que dizem que essa ciência refere à investigação racional –faculdade de raciocinar, compreender, de ponderar e julgar a inteligência como capacidade de resolver situações problemas, mais que em momento nenhum mede a pessoalidade ou sabedoria e criatividade.Enquanto que disciplinas são inclusas como áreas específicas da pedagogia e para elas seja necessária uma reflexão, ordenação, sistematização, como também críticas do processo educativo nelas inserido.

Reflito quando li (...) como a razão não é alto suficiente, e sim dependente da experiência, lógicas utilizadas serão as que garantem as internexões entre a razão e a experiência (...) (Roseli apud Mazzotti).

Se as experiências requerem criatividade e sabedoria, as razões para essa área, são e serão sempre repensadas, interpretadas de várias maneiras, deixando a quem interessa o entendimento de outrem, que mesmo não encontrando respostas prontas, as perguntas surgem, a exemplo, da interpretação que faço desse texto quando busco a resposta para a pergunta “O Curso de Pedagogia tem um conteúdo próprio?” E outra reflexão faço ao ler:

“que no lugar de pretender construir um projeto de cientificidade em torno de um objeto especialmente determinado, acredita que a grandeza da educação está em não ser especificidade, justamente por ser uma área aberta” (Roseli apud gallo e Libâneo)

Sendo a pedagogia uma área aberta, ela até pode ter um conteúdo próprio no sentido de uma organização sistemática de dados e fatos, mas questiono “o que” e “como” educar dentro de um contexto em que as informações ocorrem em tempo veloz, exigindo reformulações de pensamentos, idéias e ações constantes para interagi no âmbito social e que esses âmbitos não determinam a disciplina específica, e sim várias possibilidades de entendimento no tempo - espaço decorrente. Acredito que educar não é tão somente inserir o indivíduo no seu contexto histórico mais é da ele várias possibilidades de compreensão desses fatos e dados. Na minha opinião, pedagogia não é nem ciência e nem disciplina, é um condutor da compreensão das ciências e das disciplinas, como me fez entender Roseli citando Libâneo,

“nesse sentido a pedagogia seria a teoria, a reflexão sobre esse aspecto da realidade em suas relações com outros aspectos. Constituindo-se em um campo de investigação específico cuja fonte é a própria prática educativa e os aportes teóricos providos pelas demais ciências da educação e a tarefa da pedagogia seria” a compreensão global e intencionalmente dirigida dos problemas educativos “(Libâneo, 1999)”.

Cada vez mais que vou lendo Roseli mais entendo que dualidades existem entre objeto e sujeito. Sendo objeto a pedagogia e sujeito, o que interpreta através de conteúdos, métodos e técnicas específicos das disciplinas. Quebrar essa corrente é quebrar paradigmas da pedagogia discursiva. A que envolve conteúdos, metodologias e técnicas que atenda a uma determinada disciplina dentro de um currículo em que as entidades escolares aplicam na maioria das vezes sem o estudo crítico da sua própria definição, ou seja, ”para que” e nesse ponto corre o risco das cópias fragmentadas ocorridas das más interpretações.E aqui comungo com a professora Roseli quando fala da importância do aprender e do ressignificar, e com essa abordagem me mostra a necessidade de compreender o global para viver o local, ou seja, conhecer as histórias dos fatos para se tornar mais fáceis o entendimento dos acontecimentos atuais, e com isso, a possível ressifignificação para adaptar, acrescentar, mudar, ou abolir teorias de conteúdos e métodos impostos no conceito “educar”. Para tanto leis foram criadas e emendadas, a exemplo do parecer 292/62 que tem como objetivo formar o Bacharelado e Licenciados em Pedagogia e eu não conseguir discerni ainda qual o verdadeiro papel do Bacharel em pedagogia . Seria o que forma os professores de séries iniciais? Os especialistas? Ou os dois? Ou profissionais que formam os professores no geral? O bacharel também pode exercer o papel de professor em qualquer série? Já Licenciatura em Pedagogia, a Lei esclarece que o professor estará apto a atuar nas series iniciais do ensino fundamental em todo território Nacional.

O que venho observando durante o meu percurso de professora atuante a mais de vinte anos somente com o magistério e alguns cursos fragmentados e muitas vezes mal interpretados, é que a ditadura, a arrogância preponderava sobre nossas mentes com imposições sem direitos a ressiginificações, pois a distinção entre as das dualidades era ou ainda é evidente - formação de professores e especialistas, ou seja, um grupo (especialistas) pensa, envia o pacote pronto e outro grupo (professores) executava ou executa numa boa sem intervenções. Com a Lei 9.394, de 1996, Art, 8º que dá autonomia as universidades de criar cursos a distancia, inclusive de Licenciatura em Pedagogia para atuar em séries iniciais, a Ufba nos proporciona esse curso que ao meu ver é um diferencial no Brasil, que embora não tenha disciplinas específicas, os eixos temáticos propostos abrem links para estudos e busca de informações, que vem proporcionando outros saberes, como o estudo do Geac “Pedagogia Ao Longo da História” que sugere caminhar por várias trilhas da história para se chegar a um entendimento. Aí fica o comprovado que a pedagogia não é disciplina e nem tampouco ciências.

Conclusão dessa primeira etapa do estudo:

O que é bacana no curso de Licenciatura oferecido pela Ufba é o incentivo que a maioria dos professores universitários (mestrandos, mestrados, doutorandos e doutorados) propicia para que o condutor e apropriante dessse conhecimento o faça com prazer e vontade de vencer e não simplesmente para a segurança do emprego, ele cria perspectiva de buscas, de aprender mais e mais, pena que não é oferecida pelo gestor público uma condição mais digna para que o professor disponha de um tempo para seus estudos, tendo sempre que remediar, costurar para conseguir cumpri com as tarefas conciliadas a prática e as atividades do curso.

Referências:

SÀ, Roseli-Intinerâncias Em Currículo: texto (incompleto) – tese de doutorado intitulada: Hermenêutica de um currículo: o Curso de Pedagogia da UFBA (2004).

SEVERINO, Joaquim Severino-Afinal, o que é Educação: Presente! : revista de educação-set/2005

http:// www.aprendebrasil.com.br

Como me vejo dentro do debate: Cursos de Pedagogia no Brasil

Apesar das críticas de estudiosos sobre os cursos de Pedagogia no Brasil, principalmente quando se refere ao paradigma teoria X prática, como também a lacuna deixada nos mesmos referente ao estudo de teóricos de Pedagogia, cito o curso de Licenciatura em Pedagogia oferecido pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) na cidade de Irecê, um referencial no país.

Como cursista vejo como propósito maior citações de bons teóricos pelos professores, orientadores e coordenadores do curso, além dos estudos literários que abrange um campo em grande escala de estudo, pesquisa, reflexões sobre a ação teoria x prática que permite um estudo avançado dentro das matérias básicas, como História, Ciências Sociais, Ciências Naturais, Língua Portuguesa e Matemática.Mesmo não sendo um estudo específico por áreas, as estratégias criadas dentro do curso por eixos proporciona um saber compartilhado em rede sem distinção entre especialistas e professores.

Já se começa a ter uma visão que educação se dá em rede e não em fragmentos como se a escola fosse uma fábrica com patrões e operários. O que observo, é que todo corpo docente e discente está engajado para alcançar o objetivo da escola e não do objetivo do professor x alunos e do gestor x coordenador x professor.

A minha expectativa com o Geac de Pedagogia ao Longo da História com a profª Roseli, é que eu adquira um maior conhecimento do que seja realmente a pedagogia e o papel do pedagogo dos tempos passado e presente na história da educação brasileira, principalmente a definição da lei ao criar esses cursos de Licenciatura em Pedagogia e bacharelado que em momento nenhum esclarece a função do bacharel em Pedagogia, bem como as influências para a formação dessa história na sua evolução, pontuando as conquistas, decadências, conquistas e as tentativas de superação na contemporaneidade.

Digo isso porque ao ler sozinha fica difícil a minha compreensão, e por esse motivo me inscrevi no Geac.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA UFBA/IRECE CICLO-05 ATIVIDADE – PORTUGUÊS BRASILEIRO EM DEBATE PROFª KARINE SILVEIRA CURSISTA-VERA LÚCIA VASCONCELO

Entendo que a linguagem é um conjunto de signos representado por um povo em determinada civilização para comunicar entre si, e a língua é a maneira de interpretar através da fala esses signos e seus significados gerando assim um conhecimento.

No Brasil houve várias contribuições para a formação da língua começando em 1.500 com a chegada dos padres Jesuítas nas colônias portuguesa no Brasil que manteve a língua já existente, o Tupi Guarani tida como língua Geral, adaptando-se a ela a língua portuguesa.

Com a proibição da língua geral pela coroa de Portugal, o português ficou sendo mantido como língua padrão, embora herdando da língua indígena palavras ligadas a flora e a fauna. Além das contribuições dos índios e portugueses, também os escravos vindo da Nigéria acrescenta a essa duas linguagens representada na língua falada a cultura africana relacionadas a religião, comidas e festejos. Com a chegada da família real no Brasil em 1808, gera uma mistura da língua falada no Brasil, ou seja, permanece a língua padrão, que é o português, embora com adaptações das duas culturas indígenas e africanas. A família real ao chegar traz consigo nova cultura e possibilita uma reaproximação entre o português de Portugal e o português do Brasil que na sua formação apresenta heterogênea, essa cultura que muito influenciou no português brasileiro, deixando as contribuições, como variedades de dialetos, sendo que o português de Portugal só possue uma vertente, seguindo o seu padrão lingüístico, tanto dentro da sua comunidade, quanto no relacionamento com outras comunidades luso falantes. Essa compreensão me fez refletir sobre a nossa maneira de falar e de escrever respeitando os dialetos, ou pelo menos tentando dentro desse novo conceito de sociedade contemporânea, mas também, tendo a preocupação de não deixar cair no acaso os padrões lingüísticos que a eles são necessários uma reformulação dentro do mundo contemporâneo derivados da diversidade de apropriações da língua falada e escrito. Enquanto que no Brasil, o fator sócio cultural não permite ao seu povo o ingresso a uma educação de qualidade, podando assim, a inclusão cultura imposta e não descentralizada.

A maioria da população não tem a cesso aos fatores básicos necessários a sua própria sobrevivência, quiçá ao domínio da língua culta.

Na minha opinião, norma culta é e não deixa de ser uma expressão que soa com uma certa beleza, e até seria, se não existisse a centralização do saber nas mãos de poucos, ou melhor, dizendo, o menos favorecido fica a mercê dos que detém o poder. E além do país não investir na educação, os sábios ou não, taxa indiscriminalmente como preconceito os dialetos locais provenientes de uma cultura popular. Ou os dialetos serão respeitados e acatados como saber nato e revistos na escola pelos educadores respeitando as diferenças de cada individuo ou povo ou, aí sim haverá o exímio total da nossa língua, porque os gramáticos não se dão conta das mudanças e teimam em manter os padrões lingüísticos, os quais já não se usam mais nem mesmo pelos “cultos”

Segundo Karine citando Bagno “Não é difícil perceber que a norma culta por diversas razões de ordem política, econômico, social, cultural é algo reservado a poucas pessoas no Brasil” (Karine apud Bagno)

Essa colocação me fez repensar nas aceitações da língua falada de jovens e crianças de escolas públicas que ingressam na escola com sua própria maneira de se expressar, e que às vezes sou cruel, não tão somente com os alunos, mais comigo mesma quando inquieta - me o uso apropriado da tal língua culta, levando a questionar a aprendizagem, podar a criatividade expressamanente falada. Acredito que resta a mim como professora/educadora saber lidar com essas diferenças, e como disse antes, não deixar cair no acaso enquanto não tiver regras gramaticais menos elitistas, e mais popular culta, ou seja, acreditar no que é obvio, rever o português do Brasil. Com a leitura proposta por Karine alertou-me para o conhecimento e discernimento do porque do português brasileiro e o português de Portugal, que mesmo sendo língua padrão, vem sofrendo ao longo da historia várias influencias, tanto no vocabulário, quanto hábitos e costumes. O que deixa uma preocupação grande foi quando li “numa lista de paises elaborada pela ONU, o Brasil ocupa o 93º lugar em índice de escolarização, ficando atrás até mesmo de paises como Etiópia. Só que o Brasil é uma das maiores riquezas do planeta” (Karine apud Bagno, p.106/107) Se nosso País, o Brasil é de tamanha riqueza, e se a lei diz que a educação é um dever do Estado, como se explica a caoticidade educacional? Esse paradigma lei/ cumprimento? Será a culpa nossa que constituímos a massa e nada, ou tão pouco fazemos para mudar essa realidade? Chego a sentir angústia, culpa e incapacidade, até raiva quando fico informado de fatos como esse tema da tese da professora e doutora Karine.Talvez não passe disso, a cada ano eleitoral, os movimentos se acentua em compra e venda de votos e as escolas que tem o dever de combater esse câncer que tanto corrói o seio da nação, chamado de corrupção e violação dos direitos humanos, muitas vezes reforçam o poderio abusivo, a exemplo disso, cito aqui o desrespeito as nossas crianças quando na vista ao Tabuleiro Digital, em que tive de levá-las a pé no sol escaldante, porque a elas foi negado o meio de transporte, devido a burocracia imposta, e no entanto esses meios de transportes são de livre acesso em épocas de divulgações e festividades públicas em que não se ver benefícios, e sim, o exibicionismo exuberante, dos poucos que a fala detém, parecendo mais uma lavagem celebral, do que realmente o dever que lhes cabe de proporcionar melhorias e vida digna aos menos favorecido que tanto sofre as mazelas governamentais em relação a uma educação de qualidade.E o que mais me espanta são os gráficos mentirosos divulgando um índice de inclusão social que na verdade não existe nem na educação, nem na merenda de qualidade. Fico a observar o cardápio da merenda da escola onde trabalho e me questionando, será que quem o elaborou pensou de fato que as crianças quanto mais carentes, é que precisam se alimentar melhor? Ou foi baseado na tese de que enquanto mais economia fizer para os cofres públicos mais gordos será o seu salário? Como pode um cadarpio destinado às crianças em fase de desenvolvimento ser cuscuz seco com margarina e suco? Só mesmo a fome faz descer goela baixo.

Enquanto o preconceito lingüístico ficou esclarecido, se não no total, mas em conjunção as pontuações nesse curso de que cultura pode e deve desassociar da “norma culta” a depender da taxa de sabedorias populares de cada lugar e somando a esses saberes culturais, outros saberes, outras povoações e até mesmo a norma culta reissinginificada, ou que à língua padrão, seja compreendida pelo seu emissor e que a ela venha a acrescentar a maneira de escrita e pronuncia adequando aos padrões normativos da língua, como fez entender Karine quando propôs a leitura dos PCNS de Língua Portuguesa. E agora com outro olhar constato em que nenhum momento são mostrados conteúdos e sim funções de uso nas práticas sociais, ou seja, o que se escreve ou ler tem que saber pra quem,o como,o porque e o poraquê, e para melhor dizer, toda leitura e escrita tem uma funcionalidade. Fazendo essa reflexão vejo a dificuldade que tenho de registrar na caderneta os conteúdos específicos, ora registro ”leitura” como conteúdo. Sou orientada pela coordenação que sugere como conteúdo “expressão oral,” comprovo que nenhum dos dois estão coerentes, todos dois são metodologias. E ai, que conteúdo registrar? Apelei para os livros didáticos e só encontrei conteúdo gramatical e ortográfico. Leitura e expressão oral são conteúdos, estratégias ou metodologias? De uma coisa estou certa, por experiência em sala com crianças de sete a anos de idade que só vai ler lendo, escrever, escrevendo e que para que isso ocorra, venho preocupando em oferecer subsídio que possibilite o acesso à leitura, produção escrita e revisão de textos em que na singularidade proponho o enriquecimento com outros textos (noticias, cartas, receitas piadas, poesias, contos clássicos e contemporâneos, a própria socialização das próprias crianças, etc) para depois partir para uma correção coletiva ou individual, não com isso dizendo que não desenvolvo atividades de ortografia e a gramática dentro de um contexto, como cita Karine no seu texto

“Algumas pessoas me dizem que a eliminação da noção de erro dará a entender que, em termos de língua, vale tudo. Não é bem assim. Na verdade, em termos de língua, tudo vale alguma coisa, mas esse valor vai depender de uma série de fatores. Falar gíria \vale? Claro que vale: no lugar certo, no contexto adequado, com as pessoas certas. E usar palavrão? A mesma coisa”. Uma das principais tarefas do professor de língua é conscientizar seu aluno de que a língua é como um grande guarda-roupa, onde é possível encontrar todo tipo de vestimenta.(Karine apud Bagno, p.129/130)

O Curso veio a somar e me fazer refletir sobre a questão de rever a singularidade de cada criança no sentido do aprendizado significativo e o tempo a ele disponibilizado para a descoberta.

Já começo a mudar a estratégia no meu planejamento semanal na elaboração das atividades, a exemplo dos vinte e oito alunos de primeira série, em que três delas nunca foram a escola e que representa a letra e número como sinais gráficos sem atribuir significados algum a elas, como já levei jogos de ache encaixe, cruzadinha móvel , bingo do próprio nome , reservando para os mesmos um horário para acompanhamento individual pensando nas intervenções para que ocorra o estalo tão bem colocado por Lev Vigotsky. Sei que é muito fácil, eu falar, embora venho comprovando na prática que o ideal do real traz barreiras a serem quebradas e difíceis diante de um grupo nessa idade que todos requerem atenção e intervenção a todo momento. O importante é acreditar que faço a diferença mediante a tantas imposições e desrespeito por parte dos donos do poder que ainda não caiu a ficha e teimam em reger a massa manipulando a educação, acreditando estar se beneficiando,mas que ao contrario, estão colhendo cadeias, orfanatos, febem. Infelizmente a grande maioria dos professores não sabe dá o grito de alerta e resulta que uns gatos pingados mandam, outros tanto obedecem, outras quotas criam e o professor excuta numa boa o comando de todos. Às vezes na escola onde trabalho sou taxada de pidona insistente e até de chata .A minha resposta e simplificada: - cobro, conforme as cobranças que a mim são feitas.Mesmo sabendo que no total não é resolvido devido a um paradigma fala X ação de entidades da educação, vou refletindo sobre as várias povoações desse curso proposto por Karine e vou procurar fazer com que as crianças povoem as suas singularidades, não somente para armazenar dados e fatos, mas para descentralizar os acessos a aprendizagem, como disse Sant’Ana na citação referenciada por karine “A informação é polifônica, polivalente, dialógica” (...) Hoje o saber provém de vários centros, de fontes múltiplas simultaneamente (...) (Karine apud Sant’Ana, 2001)

Eu como professora/educadora tenho que entender que escola e comunidade tende a andar juntas, ou seja, para entender o global primeiro tenho que saber de que lugar eu estou inserido como ser indissociável da história passada e presente. E se assim pensamos e agimos em conjunto com nossas crianças na escola, o ensino tende a melhorar. Por esse motivo afirmo que, cursos como esse ministrado por Karine, só vem a calhar para aliviar mais minhas angústias, incertezas e busca do acerto, mesmo sabendo que essa busca tem um preço a curto, médio e longo prazo.

Referencias

AANDRADE, M. M. de. & MEDEIROS, J. b. (2004) . Comunicação em língua portuguesa: para os cursos de jornalismo, propaganda e letras. – ed. – São Paulo: Atlas

BAGNO, M. (2001) Preconceito Lingüístico-Que é, Como se Faz: Adescontrução do preconceito lingüístico. São Paulo: Loyola

PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves (UERJ) . O professor de Língua Portuguesa: modos de ensinar e apre(e)nder.

UNIVERSIDAE FEDERAL DA BAHIA UFBA/IRECÊ CICLO- CINCO ATIVIDADE -PEDAGOGIA AO LONGO DA HISTÓRIA PROFª- ROSELI DE SÁ CURSISTA:VERAVASCONCELOS

O estudo do Geac de Pedagogia ao Longo da História, fez-me reportar a fala do professor Luciano Bonfim, quando na abertura do Seminário do Ciclo Três em Salvador, dizia que “Educar não é subestimar, é incentivar o pensar” “pensar a didática, não basta conhecer teóricos, mas que saibamos sim, os conhecimentos” (Bonfim).

Constato que esse estudo proposto pela professora e doutora Roseli está sendo importante porque promoveu o pensar em relação ao educar, e que para isso estou tendo que debruçar sobre a História da Educação e obter um pouco de conhecimento sobre fatos históricos para adquirir saberes indispensáveis à compreensão de que, entender as origens dessa história, me possibilita a compreensão dos fatos ocorrentes no presente, e que os mesmos possuem uma relação condizente com o passado.E para que eu comece a entender as evoluções e transformações na área da pedagogia, estou tendo a oportunidade de ler e discutir os pensadores do Século das Luzes, e que ao fazer a leitura de mundo descobre a ignorância de um povo submisso ao poder da nobreza e clero na idade média.E que fez renascer a vontade de mudança naqueles que começavam a perceber que algo estava errado em relação ao pensamento cristão, que como sábios, detinham a cultura greco-romana e fez a ela suas próprias leis como ponto central o Deus absoluto.Com essa idéia fez valer as barbáries sobre um povo que vivia nas trevas da ignorância, ou seja, o único conhecimento era o voltado para os pilares religiosos moneteista, que, ou convertiam-se, ou perseguiam-se a todos os que não seguissem os ensinamentos.Chegou a ponto do padre Santo Tomás fazer a observação “Parece que só Deus ensina e deve ser chamado de mestre” Para ele já nessa época, era importante que o potencial da criança se deveria dá com auxílio de um mestre, o professor. E o que se ver nos tempos atuais, nas aberturas das aulas nos pátios das escolas, são religiosas agirem não tão diferente, invocando claramente o poder de Deus sobre as mentes humanas justificando e fortalecendo as razões e ações dos alunos que graças à “deus” não dão tanta prioridade.

No começo do século IX, o conteúdo de ensino era baseado nas sete artes liberais criadas pelos sofistas (485-410 a. C) que usava seus discursos para persuadir, mas que também convencia aos jovens. Segundo Platão e Sócrates, enganadores que cobravam caro pelas suas aulas. Através delas se esboçava um programa de ensino, sendo gramática (letras e literatura), retórica (oralidade e história), dialética (raciocínio) correspondente ao ensino médio.E geometria (geografia), aritmética (os números), astronomia (física), e música (as leis do som, harmonia do mundo) correspondente ao ensino superior em que o acesso a essas disciplinas era para poucos.Se não fosse um texto ao nível acadêmico eu diria: - valha-me “deus”, não mudou quase nada de lá pra cá! O que mudou mesmo? -O Enem, o Proune?A autonomia das universidades favorecida pela constituição brasileira? Juro que vou estudar sobre o assunto. Fico a matutar, se as escolas atuais herdassem essa teoria para todos, como diz na constituição “educação, direito de todos e um dever do estado” os jovens menos favorecidos não mendigavam tanto nas repúblicas da vida.Infelizmente herdou o lado negativo em que diz que a inclusão às disciplinas era para poucos. Categoricamente afirmo esse fato por experiência própria quando o meu filho resolveu estudar o que gostaria “Arte e mídia” e teve que deslocar para Paraíba e sobreviver com uma pequena ajuda de custo do poder público num país que conseguir um emprego que concilie o horário de trabalho ao estudo, é muito difícil. Mais uma herança do feudalismo onde o capitalismo falava mais alto.

O despertar para o conhecimento do mundo em relação aos objetos que o cercava, teve seu inicio no renascimento onde o homem pensava em libertar do poder absoluto de Deus sobre todas as coisas e entender que ele próprio tem o poder de atuar e agir sobre a natureza e a razão de sua existência, embora sem conhecimento para a ação dessa mudança. Já tinha noções básicas de que o saber pode se dá também com o outro, no que diz respeito ao prazer e alegrias do mundo, no caso do sexo, da luxúria.E isso já significava que o homem se desligava do céu para a terra voltada para as questões sociais com vistas mais atentas aos fatos.

Essa idéia se acentua no Iluminismo com os pensadores da época no caso, Rousseau, Kant e Locke que teorizavam a idéia de que a humanidade possui o poder de interpretar e reorganizar o mundo, ou seja, são capazes de buscar outras fontes de conhecimentos, se não aqueles impostos pela igreja, principalmente as idéias liberais de Locke que influenciava na economia em que encorajavam os burgueses que antes já aspiravam o gerenciamento de seus próprios negócios sem intervenção do estado,ou melhor dizendo, a luta pelos seus ideais.Com as idéias de Locke as revoluções burguesas se espalhavam pelo mundo, mesmo com algumas sem sucesso, como a Conjuração Mineira e Baiana.A idéia liberal de Locke permanece até hoje, que mesmo não sofrendo as repreensões do século XVI com exceção das guerras, as mesmas acontecem um pouco amenas.Vemos com clareza quando nas greves de professores, os que se destacam no poder de articular, os chefes do poder público, ou subordinam com cargos elevados, ou a marcação é serrada.Não tiram a liberdade de Imediato, porém lentamente, quando desempregam, e às vezes recomendam outras empresas a fazerem o mesmo. Nesse período, alem do encorajamento à luta pela mudança na política-sócio-econômico, os filósofos D´Alembert,Voltaire, Rosseau e Hevetius vêem o ensino como meio de combate a fé impensada do povo e lutam pelos seus idéias perante aos aristocratas que temem que um povo sábio causem desordem contrapondo a ordem estabelecida nos impérios.Nos dias de hoje essa idéia aristocrata do século XVI permanece no Brasil, é só olhar ao nosso redor no âmbito educacional, principalmente no ensino público de “qualidade”, que na maioria das vezes não passa do papel constituinte. Embora esses aspectos vêm tendo melhorias a passo de tartaruga, temos que rever cuidadosamente o que diz a constituição brasileira relacionada à educação e principalmente aos cursos de formação de professores.O que tenho presenciado como professora da rede pública, isso é mais um discurso ilusório, porque pude comprovar quando na visita ao Tabuleiro Digital (TD) em que as crianças de sete anos de idade tiveram que caminhar no sol escaldante porque a elas foi dificultado o transporte, e que esse mesmo transporte quando em época de festas para divulgação pública é disponível ao público em geral. Analisando esse ponto fica difícil concordar com Rousseau em alguns aspectos, mas em outros sim.Discordo quando acreditava que o cidadão não escolhe representantes políticos a quem delegasse poderes, porque esse fato mesmo quando os homens viviam em liberdade natural encontravam maneira de solicitar um poder, e a ele reverenciar como os índios aos astros, aos espíritos. Mas foi sábio quando disse que o homem não nasce ruim, a sociedade o transforma. E quando centraliza os interesses pedagógicos na criança e não mais no professor. Com esse pensar relato um fato ocorrido no ano de 2005, com um grupo de alunos de terceira série, que mesmo sem ter lido Rousseau, tentei convencer o grupo de alunos de comportamento difícil, ou seja, comportamento influenciado pelo ambiente em que vive, de que, não havia necessidade de impor regras e convocar os pais ou responsáveis, ou ate mesmo a direção para que repensassem nas suas ações impensadas na sala de aula. O difícil era convencer a esse meu agir em relação aos alunos que muitas vezes fui chamada a atenção, para que eu revesse esse lado de ser boazinha e relevar os conflitos que ao entender, seria necessário a convocação de membros da policia preparados na área educacional para conversar com os pais e alunos. Eu interferia justificando que eu queria mesmo que aquelas crianças pensassem por si só, em rever certos conceitos de brigas, preconceitos, descaso com os colegas, partindo do pressuposto que criar regras depende de pensar uma boa política para essa convivência.Lendo Rousseau agora com Aranha e a professora Roseli

O homem em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade: “O homem nasce livre e por toda parte encontram –se aferros, considera então importante o contrato social verdadeiro e legitimo. Que reúna o povo numa só vontade, resultante do conhecimento de todas as pessoas (Aranha, 1996)”.

Vi na prática, dois lados, o negativo e o positivo. Quando num ato de deslize do aluno, nós professores e direção prontamente agimos com atitudes corretivas, chamando os pais e na maioria das vezes não ouvindo em primeiro lugar a criança, cortando o recreio, e eu por um tempo defendi a idéia do contrato social, em querer resolver na base da conversa, do conversar em reunião entre eles mesmos na busca do entendimento e da resolução. Cheguei muitas vezes a passar por cima das regras da escola na defesa dessa idéia. Passei por momentos cruciais, quando nas questões mais ferrenhas entre eles, no caso as brigas violentas, em que teria de entrar com um sinal de paz e levar pontadas de lápis do sangue escorrer, fora os chutes (influencia social). O lado positivo foi quando comprovei as tomadas de decisões em comum acordo entre eles nos trabalhos de sala, principalmente nos trabalhos de grupo, em que muitas crianças já aconselhavam os demais.As produções eram mais ricas em contexto. Pediam desculpas e perdão quando repensava no seu ato (Estado natural)

As idéias desses pensadores, no meu entender, está mexendo com meus neurônios, embora lendo com outro olhar após o geac, ainda dificulta a minha compreensão. Mas estou tentando fazer um paralelo com a minha prática educativa. E por mais que quisesse linear o texto não foi possível.

A minha opinião é que um estudo como esse deveria ser para todos desde o inicio do curso.Acredito que não ficariam solta, tanta teoria e prática, tanto profissional, quanto pessoal.


Referências:

SÀ, Roseli - Intinerâncias Em Currículo: texto (incompleto) – tese de doutorado intitulada: Hermenêutica de um currículo: o Curso de Pedagogia da UFBA (2004).

SEVERINO, Joaquim Severino - Afinal, o que é Educação: Presente! : revista de educação-set/2005

http://www.aprendebrasil.com.br

ARANHA, Maria Lúcia Arruda – História da educação.Ed.2ª. Ed. Moderna. 1996

 
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